é estranho, mas estou de volta… o semestre tá acabando e eu tinha me prometido só voltar a escrever depois que não tivesse mais o que fazer, mas o que eu quis escrever hoje não teria sentido se fosse escrito semana que vem.
eu tinha um trabalho pra entregar até 11:50. o relógio marcava 11:35 e eu estava sentado no lugar onde trabalho. me dei conta do problema, mandei um email pra mim mesmo com o arquivo pra imprimir, e saí correndo. antes de sair olhei no relógio, como quem busca esperança onde não deveria, e ele marcava 11:42.
saí correndo, saí do prédio, atravessei a rua, entrei no outro prédio, me enfiei numa salinha embaixo da escada… abri meu email, salvei o arquivo, mandei imprimir, paguei e olhei pro relógio. ele marcava 11:39. olhei de novo. ele ainda marcava 11:39… vai saber.
aproveitei que estava com tempo sobrando pra subir a escada calmamente. ainda pude tomar água e esperar a respiração normalizar antes de entrar na sala da professora e entregar o trabalho.
eu não tenho me sentido bem. eu não durmo direito, eu não como direito, eu não consigo manter uma linha de raciocínio por muito tempo. eu não lembro o que eu comi ontem, nem hoje. eu não sinto mais frio, ontem fui pra aula de manga curta e, só quando cheguei lá, percebi que tava saindo aquele vaporzinho de frio pela minha boca. olhei ao redor e vi pessoas usando luva, cachecol e essas coisas de inverno.
vou admitir que até a coca cola tem perdido sua graça. acho que eu só continuo tomando por hábito e pela cafeína. antes de resolver postar no blog eu fui na cozinha, enchi o copo de coca, peguei um pedaço de bolo e voltei pro quarto só com o bolo na mão, deixando a coca lá.
sempre que eu pisco tenho flashbacks de quando eu praticava sandboard. aquela maldita sensação de que existe algo entre os olhos e as pálpebras: areia. a diferença é que quando é areia de verdade, sai com água, mas quando você está dias e dias dormindo mal e pouco não adianta lavar.
a minha noção de tempo é nula. agora o relógio marca dez-e-pouco da noite. se fosse duas da manhã, ou sete da noite, eu reagiria da mesma forma: nenhuma. horário de comer e dormir perderam qualquer razão existencial. eu só respeito o horário de almoço porque o RU fecha uma da tarde, e mais nada.
o winamp tá aberto faz tempo, coloquei Alice in Chains pra tocar, mas eu não escuto nada. a música é boa. um ambiente com barulho faz com que eu me sinta existente. ainda assim, eu não sei qual foi a última música que tocou, e se mudasse pra outra banda eu não perceberia.
hoje eu parei com esse papo de tomar um relaxante muscular e um analgésico, tomei dois de cada pra ver se faz efeito.
preciso assumir: a coisa tá feia.